A história de Hélio, o menino Sol

Hélio em sua cadeira de rodas ao lado do seu inseparável amigo Geudison.


A história de Hélio começa como todas as outras, ao nascer. Nasceu como todos os outros, exceto por um fator, sua missão...
Até cerca de cinco anos de idade, Hélio era uma criança como outras da sua idade: Corria, brincava, pulava, jogava bola, enfim, era feliz.
Deus permitiu e quis o destino que aquele menino ficasse sem os movimentos das pernas e com uma pequena trofia nas mãos. Saiu de férias naquele ano, no mês de julho, alegre e saltitante, mas logo que voltou em agosto, já foi em sua inseparável cadeira de rodas.
Pronto! Tudo escuro! Tudo negro! Tudo sem esperança! Ai que vida! Uma criança foi impedida de andar, de brincar, de pular, de ser criança... Mas espere, nós estamos falando do menino Sol, nós estamos falando de Hélio, esqueceu?
O deus Sol foi cultuado por todas as civilizações antigas. Numa época bastante remota, estendeu-se pela Grécia o culto a Hélio, divindade que tinha como função iluminar os deuses e os homens, fazendo brotar as plantas e amadurecer os frutos.
 Pois é, Hélio tornou-se um adolescente quase independente, graças á sua força de vontade e o seu desejo de ser feliz!
Hoje, tem muitos amigos, ou melhor, todo mundo quer ser amigo dele, afinal, é o menino Sol, aquele que tem a capacidade de iluminar a todos, tem a capacidade de fazer com que todos se apeguem a ele, exatamente como o sol, que aquece e ilumina tudo em volta.
No mito de Hélio encontramos o deus a percorrer o céu sobre um carro de ouro, fabricado pelo artesão dos deuses e senhor do fogo, pois é, até isso o nosso menino Sol também tem, esqueceram-se de sua potente cadeira de rodas?
Esse menino é um exemplo mesmo, pois acreditem ou não, mesmo com suas limitações, Hélio joga bola, anda de bicicleta, nada, e mais que isso, sorri! Ele é o melhor aluno da Escola, o melhor leitor, o melhor escritor, o melhor em matemática, enfim, ele é o cara!
Esse menino Sol nos dá a lição mais preciosa de todas: Apesar de tudo o que já passou, apesar de suas limitações físicas, apesar de tantos pesares, é possível ser feliz, trazer um sorriso no rosto e ser LIVRE, afinal a liberdade está em nossos corações, e não em possas pernas!
Obrigado Hélio, por me dar a honra de ser seu Professor, e mais que isso, obrigado por todos os dias me ensinar que ser feliz é uma questão de escolha!

Entre a Soberba e a Avareza: A classe dos novos pobres.














A Soberba sempre foi o esporte preferido da humanidade. Não fosse assim, não haveriam tantas guerras, desentendimentos, enfim, conflitos.
Fala-se que a espécie humana tem várias raças, mas do ponto de vista social, há apenas duas: RICOS e POBRES.
Os ricos são aquelas pessoas que, além de possuírem muito dinheiro, possuem também muitos bens materiais e, na maioria dos casos, servem de constante morada para a Avareza.
A avareza é aquele sentimento que impede um rico de dar “um pão a um cego”, fazendo com que a “mão-de-vaquice” torne-se uma prática  extremamente comum entre os que estão aboletados nesta classe social.
Não bastasse a avareza, rico também tem a mania de achar que é melhor que os outros, mas pobre também acha assim, a diferença é a “bufunfa”...
O mundo do materialismo que é tão venerado pelos ricos, está chegando cada vez mais perto do pobre. Culpa da Globalização que, de tão intrometida, achou de fazer o pobre convencer-se de que é rico!
Agora vem a parte em que falaremos do pobre, aliás, orgulho-me muito de fazer parte desta classe acanalhada, porém, honesta.
Mas, não vamos aqui nos aprofundar nos méritos da pobreza como um estilo de vida. Vamos nos aprofundar nos méritos da pobreza como desculpa para querer ser  quem não é e querer ter o que não pode.
Se de um lado temos a soberba do pobre  e do outro, a avareza do rico, no meio, estes dois fenômenos juntam-se para formar o caráter dos novos pobres, dos pobres que tem alma de rico, que ignoram suas raízes, daqueles pobres que preferem manter o luxo e matar o “bucho”.
Pobreza é como gravidez, não é doença, é apenas um estado interessante!
Seja rico ou seja pobre, seja você! Seja honesto! Ame-se! Ame a sua condição social!
O dinheiro ou a falta dele, modifica, mas não forma caráter de ninguém!
Pois, para Deus, não há ricos ou pobres, há apenas filhos e filhas...


Rico come caviar; Pobre, o que vier...
Rico usa Channel; Pobre, Charisma...
Rico come croissant; Pobre, pão dormido...
Rico viaja para Dubai; Pobre quer ir, mas não vai...

Sobre o mundo das letras...



Na casa das Primas...


Conta-se que há muito, muito tempo atrás, na casa do Tempo, senhor das horas, dos dias e dos anos, dos ventos, do calor e das tempestades, após o nascimento de duas das suas sobrinhas, houve um conflito para decidir onde as duas iriam morar.

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Elas nasceram sem nome e seu tio, o Tempo, iria dar-lhes um nome assim que as mesmas resolvessem onde deveriam morar.
A prima mais velha, nasceu pobre, reclamava de tudo, vivia dos trapos que lhe davam e era rabugenta, cruel, inclemente e fazia muita gente chorar e clamar ao seu tio para que parasse com sua crueldade. A menina mais velha era muito feia e preferia morrer solteirona do que ter que dividir sua vida com alguém.

A prima vais velha: A Solteirona Rabugenta
A prima mais nova, não, era rica e vivia humilhando a pobretona sozinha. Era  até bonita, bem apessoada, mas como não tinha beleza interior, tonava-se feia como a prima mais velha, pois era muito ruim. Queria destruir tudo, derrubar tudo, quebrar tudo... Coisa de prima mais nova...
Depois de muita discussão, o Tempo resolveu mandá-las aos lugares que ganharam de herança dos pais.
A mais velha ficou com a parte em que hoje está localizado o Nordeste do Brasil, e como seu pai era o Sol e sua mãe, a Chuva, ela tem os traços fortes do inclemente pai, mas em sua essência, traz a doçura da mãe, por isso recebeu o nome de Seca.
Ela é responsável pelo choro do povo que vive sob seu governo, mas também é responsável pela intensa fé com que esse povo ergue a mãos aos céus...
Nota-se que Sandy ama Nova York...

A mais nova ficou com a parte em que hoje estão localizados os Estados Unidos, pois ela é filha do Mar e da Lua.





Ela tem a bravura do seu pai e a luz da sua mãe... Recebeu o nome de Sandy, a Tempestade. De tempos em tempos ela assola aquele povo e aquela terra para que se lembrem de que orgulho é bom, mas não salva ninguém da força da natureza.







Moral da Estória: A tempestade Sandy e a Seca são primas, vivem brigando, mas no fundo só querem nos ensinar a respeitar mais a natureza, principalmente a natureza do outro!

Etnia Guarani-Kaiowá continua luta pela terra



A violência contra os índios da etnia guarani-kaiowá que lutam pela posse da terra em Mato Grosso do Sul ganhou atenção internacional e as redes sociais na internet veicularam abaixo-assinados exigindo uma intervenção justa do Estado nessa questão. Os indígenas preferem morrer a perder suas terras. Pensou-se que fosse uma intenção de suicídio coletivo, mas não é. Trata-se de indução ao suicídio, que pode ser entendida como crime doloso, com responsabilidade clara do Estado brasileiro, não apenas da unidade federativa Mato Grosso do Sul.

É para essa interpretação que se orienta a posição do procurador da República em Dourados (MS), Marco Antonio Delfino, para quem a União deve reconhecer sua responsabilidade no processo de colonização do Estado que resultou no quadro atual de conflito agrário na região. De acordo com informações da Agência Brasil, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado iniciou ontem os debates para estabelecer o diálogo com representantes da sociedade envolvente, lideranças indígenas e do poder público com o objetivo de tentar encontrar uma saída para o conflito. 
Para que fazendeiros se instalassem no Estado, o governo federal concedeu-lhes títulos de posse de terras que eram tradicionalmente ocupadas por índios. O procurador Antonio Delfino sugere que a União repasse recursos, por um período de 10 anos, para ressarcir fazendeiros, com base no valor da terra nua, o que viabilizaria o assentamento definitivo dos indígenas da região. “Há uma tensão elevada e a única saída é que a União reconheça esse erro histórico. Infelizmente, a demarcação pura e simples só significa o acirramento da situação”, avalia Delfino.

A ocupação de terras indígenas por “brancos”, como se diz, “na marra”, tem a idade do Brasil. Como, atualmente, acontece fora do alcance do interesse das populações urbanas, não tem o impacto que merecia na opinião pública. Quando a tensão é próxima ou dentro das cidades, rapidamente são mobilizados recursos, como as ocupações das favelas por unidades de polícia pacificadora. O ranço da colonização continua vivo na sociedade brasileira.

Retirado de: http://www.emtempo.com.br/opiniao/editorial/18841-etnia-guarani-kaiowa-continua-luta-pela-terra.html

Provérbio do Tempo

Quanto tempo o TEMPO tem?

O ONTEM: É História...
O AMANHÃ: É Mistério
O HOJE: É uma Dádiva! É um PRESENTE!
É preciso viver a eternidade que cabe na palavra HOJE!

El Dia de los Muertos

Vida e Morte: Forças complementares

Hoje é um dia que, para mim, é muito difícil de passar por ele. Hoje é o dia dos Mortos, dia de Finados, dia daqueles que nos deixaram e foram, não se sabe para onde.
O que se sabe é que, todos os que deixaram esta existência marcaram este mundo de alguma forma, seja por grandes feitos, pelas guerras comandadas, pelo brilhantismo com que conduziram suas vidas, pelos escândalos causados por suas atitudes, ou por, simplesmente terem passado por este mundo.
Há culturas que reverenciam este dia como aquele em que seus parentes mortos voltam á Terra para, mais uma vez, manterem contato com o povo de cá.
Outras, acreditam que, há mais vidas além desta, outras ainda, acreditam que se pode reencarnar sob a forma de animais, conforme um grau de dignidade estabelecido por tais culturas.
Se assim é ou não, eu não sei, mas prefiro continuar acreditando que, ao morrermos seremos julgados por aquilo que de bom fizemos neste “vale de lágrimas”.
Acredito que, este mundo é apenas o prelúdio de uma realidade maior do que tudo o que nossos olhos limitados já puderam enxergar.
O dia de hoje, me faz refletir sobre a pequenez e a limitação que em nós está. Esta data me faz refletir sobre o quão somos limitados, pequenos, sobre o quanto nossa existência é comparada á chama de uma vela, onde qualquer pequeno sopro é capaz de apagar.
A verdade é que a morte  não é uma realidade encarada com a naturalidade necessária para ser entendida por nós, seres humanos. A morte, na verdade é um grande enigma para mim e para muitos que, como eu, preferem olhar esta face da vida com o olhar da Fé, com um olhar transcendente, pois sim, espero contemplar Deus face a face um dia, mas só se pode fazer isso, passando pela experiência da morte, para que, assim como a semente de trigo precisa morrer primeiro para germinar, é preciso também morrer para que nossa existência frutifique aqui na Terra, de maneira eficaz, efetiva e completa.
Qual seria o valor da luz sem a sombra?
Qual seria o valor da vida sem a morte?

Relógio

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